O nome do Prato: Coxinha

Quarta feira é dia de cultura!
O nome do prato de hoje é: Coxinha!

Coxinha é a nossa comida nacional, legítimamente brasileira.

Ninguém sabe exatamente sua origem mas, como qualquer outra lenda viva, o quitute também é alvo de especulações. Uma delas, vinda dos ditos populares, atribui sua criação à cozinheira da Princesa isabel e do Conde D´Eu, no final do século 19, na fazenda Morro Azul, pouso da realeza portuguesa na cidade de Limeira, no interior de São Paulo.
De acordo com a história contada, um dos filhos do casal, privado do convívio social por causa de uma doença mental, só aceitava comer coxas de galinha. Nim dia, sem a quantidade suficiente do ingrediente, e diante do choro do menino, a cozinheira teria desfiado algumas sobras de frango, envolvido numa massa e moldado a dita cuja no formato de uma coxa para atender ao capricho da criança. A lenda não tem nenhuma comprovação histórica, ams faz parte da tradiçaõ oral de Limeira.
Outra versão é que o prato preferido dos Bragança era uma coxa de galinha frita em banha. Nesse sentido, não é nada dificil que essa receita tenha inspirado a coxa creme, versão do salgado em que a coxa de frango inteira é envolta na massa da fritura. Esta variante rústica, esta entre as receitas mais tradicionais do Rio de Janeiro, desde 1910, no cardápio da centenária Confeitaria Colombo.
Foto: Comer com os Olhos/Fotogastronomia)

Depois de pesquisar bastante aqui na “internê” achei aquela que parece ser a versão mais correta, ou pelo menos aceita, para tão divino salgado. Ela foi retirada do livro HISTÓRIAS E RECEITAS, de Nadir Cavazin.
Oficialmente a história da cidade de Limeira registra duas vindas do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina a Limeira. Essas visitas formais teriam ocorrido uma em agosto de 1876, e outra, a mais demorada, em outubro de 1886, quando, após participarem da Missa da Matriz e recepção domiciliar por parte de cidadãos ilustres, foram hóspedes na Fazenda Morro Azul. No entanto, contam os antigos que na informalidade era intenso o intercâmbio de habitantes desta região com a nobreza imperial. Existe, inclusive, um curioso relato, de difícil confirmação histórica, que na Fazenda Morro Azul vivia um menino, filho da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, mantido longe da corte porque seria considerado deficiente mental. Essa criança exigia intensos cuidados na alimentação “Quando cismava em não comer” explicavam os antigos moradores “dava um trabalho danado! Por outro lado, se apreciava um alimento, não havia o que chegasse! Queria mais e mais! As coxas de galinha constituíam a sua predileção. O peito, as asas e os demais pedaços eram rejeitados e servidos as outras pessoas”. A cozinheira da fazenda, certa vez, não tendo o número suficiente de frangos “no ponto” e prevendo a gritaria do menino pela falta de sua apreciada comida, resolveu transformar uma galinha inteira em coxas. Preparou a seu modo a receita e o sucesso foi total. O filho da Princesa gostou tanto que as “coxinhas de galinha” passaram a fazer parte de suas refeições. A Imperatriz, quando veio a Limeira quis saber tudo sobre seu neto e ao observar com que prazer o pequenino saboreava a iguaria, não resistiu – provou, gostou e solicitou que o modo de preparo fosse fornecido ao Mestre da cozinha imperial. Assim, a humilde coxinha de galinha teve seu tempo de nobreza pelo acesso à Corte, e Altos Salões, graças a esta receita “provada e aprovada por especial indicação de Sua Majestade Imperial, a Imperatriz Tereza Cristina”.
E, já que o livro é Histórias e Receitas, porque não colocar aqui a receita que ela nos dá no livro:

HISTÓRIAS E RECEITAS de Nadir Cavazin, impresso em 2000, realizado pela Sociedade Pró Memória de Limeira, tem tiragem esgotada.


Assista ao vídeo de como preparar uma coxinha: 

http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/descubra-os-segredos-de-uma-das-melhores-coxinhas-de-sp-040298366ED09193E6?types=A


Segundo o blog Soy loco por ti, coxinha (http://soylocoporticoxinha.wordpress.com) elegeu onde comer as melhores coxinhas, veja o ranking:
1-Veloso (São Paulo, SP)
2- FrangÓ (São Paulo, SP)
3- Confeitaria Colombo (Rio de Janeiro, RJ)
4- Padaria Real (Sorocaba, SP)
5- Edelweiss (Curitiba, PR)
6- Coxinhas Douradas (Bueno Andrade, SP)
7- Boteco São Paulo (São Paulo, SP)
8- Ofner (São Paulo, SP)
9- Velho Rabo (São Paulo, SP)
10- BH Lanches (São Paulo, SP)

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